Grupo de Estudos e Apoio à Adoção de São Bento do Sul/SC
21 mai 2009
Emocionados, artistas falam de amor.
Público lotou as dependências da Sociedade Bandeirantes, ontem, no
show Semeador 6 – Gerando Amor
São Bento do Sul – Em diferentes formas artísticas, uma noite dedicada ao “Amor”. Das encenações aos depoimentos, passando pela música instrumental, coro, vocal, declamação, enfim, foi a palavra mais pronunciada no projeto O Semeador 6. Quem assistiu ao show, ontem à noite, na Sociedade Bandeirantes, se emocionou junto com artistas da
região em mais de uma hora de espetáculo.
O projeto apoiado pela Lei de Incentivo à Cultura e que este ano beneficia o Grupo de Apoio à Adoção “Gerando Amor”, trouxe um público de mais de 700 pessoas, entre artistas, público local, imprensa e outros convidados. Dos 600 ingressos colocados à venda, apenas “uns 20″ sobraram para a venda na portaria, garante o presidente do grupo, Valdeci Ropelato. “Dia 25 é o Dia Nacional da Adoção, por isso o evento acontece em maio. Em todas as regiões os grupos fazem alguma coisa. Nós trouxemos o show”, comenta.
Na ordem das apresentações, O Semeador 6 foi aberto com uma encenação de crianças do Grupo Gerando Amor, enquanto Donald Malschitzky declamava o poema “Breve História de Acordar”. Antes o público acompanhou uma apresentação de slides com imagens da edição do ano passado, que tratou sobre a água, e assistiu a um vídeo institucional de cinco minutos sobre o Gerando Amor.
Foram poucos discursos. Apenas na abertura oficial Valdeci e a vice-presidente, Elenice, leram um agradecimento no qual citaram a parceria com os idealizadores do projeto Donald Malschitzky e Ivana Lampe, os patrocinadores, imprensa e outros, com uma homenagem especial à assistente social Isabel Bittencourt que foi convidada a subir ao palco. “Desejamos a todos que vieram assistir ao O Semeador Gerando Amor um ótimo espetáculo”, foram as últimas palavras.
Emoção
Passava das 19 horas quando o público já ensaiava uma pequena fila em frente ao Bandeirantes. Os portões foram abertos às 19h30 para as boas-vindas às 20h10. A partir daí o evento foi intercalado por músicas e encenações. Na apresentação, a cantora Ivana Lampe anunciou “Amor de Índio”, de Beto Guedes, interpretada por Reinaldo Voltolini. “Este é um momento especial onde convidamos os primeiros artistas que aceitaram o desafio de fazer o show”, explicou Ivana.
Numa nova encenação, uma criança também falou do propósito do evento, que coincide com o Dia Nacional da Adoção, dia 25, próxima segunda-feira. “As vezes ponho-me a pensar. Se nao tivesse um lar onde estaria, o que seria de mim?”, contou um menino. “Cada dia que passava eu pensava em ter uma família. Quando conheci meus pais e meu irmão, comecei a chorar”, foi o depoimento de uma adolescente, adotada aos 9 anos e agora com 14 anos. “Quando ficar adulta, quero adotar uma criança maior. Quando estava no abrigo, eu via os bebês serem adotados e os maiores não”, criticou.
Um dos momentos de maior emoção ficou reservado para o final, com o trio Paulo, Meriéle e Viènne, que interpretou “Canção Gerando Amor”. A música foi composta especialmente para o evento e trata da importância da adoção e do amor entre pais e filhos. Após a interpretação, abraçados, o trio se despediu ovacionado pelo público.
Outros artistas que subiram no palco foram o violonista Rainer Mafra, com a música “Those Who wait” (de Tommmy Emmanuel), a dupla Jean e Juli, com “Chan Chan” (Francisco Repilato), o bandoleonista Márcio Brosowsky e o violonista Silvio da Cruz, com “El Choclo”, a cantora Ivana Lampe, com “Solamente una vez”, o grupo A4, com “Over the Raimbow”, Rafael Buchmann, com “Essência de Deus” (de João Alexandre), Mauro Adada, com “Você e a Lua”, e Vitor Buchmann, com “Se o amor se vai” (de Roberto Carlos).
Entre os declamadores, a professora Luciane Berkenbrock interpretou “Por que não posso sorrir?”, de Samuel Bianeck, que é de Balneário Camboriú. Os atores do grupo teatral Panacéia, Rafael Rodrigues, Robson Rodrigues, Alessandra Nascimento e Rafael Padawan, ainda trouxeram outros poemas, alguns de autores catarinenses. (KO)
Kalil de Oliveira
Jornal A GAZETA
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Um comentário para "Semeador emociona o público"
Sinto-me muito honrado pela feliz escolha da querida professora Luciane Berkenbrock, quando optou por nossa poesia “Por que não posso sorrir?”. Muito mais que uma poesia é um forte apelo poético em prol de nossas crianças. E como soube de participantes, com tão ilustre interpretação tornou-se uma aclamação não só aos nossos adultos, mas seu clamor chegou aos ouvidos dos céus.
Samoél Bianeck
http://www.pucrs.br/mj/poema-crianca-21.php
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