Gerando Amor

Grupo de Estudos e Apoio à Adoção de São Bento do Sul/SC

Arquivo da categoria DEPOIMENTOS

 

       Vimos uma reportagem no Jornal A Gazeta sobre adoção e resolvemos fazer o cadastro no Fórum. A princípio, queríamos uma menina recém-nascida, porque a ideia de adotar um bebê parecia mais fácil. Já no primeiro mês começamos a participar dos encontros mensais do Grupo Gerando Amor.

        Com o passar do tempo e a convivência com as pessoas no Grupo, o nosso conceito começou a mudar e alteramos o perfil, poderia ser uma menina de até um ano. Continuamos esperando, sendo que neste meio tempo casais que fizeram o cadastro depois de nós já haviam adotado, alguns porque adotaram meninos, outros crianças maiores ou grupo de irmãos. Vendo que estas adoções davam certo resolvemos mudar novamente o nosso cadastro, podendo ser uma menina de até 3 anos.

Mesmo assim, a angústia continuava. Compreendemos, finalmente, que teríamos amor o suficiente não só para uma, mas para duas crianças. Uma semana depois de alterarmos o perfil para irmãos, estávamos com nossos filhos nos braços, o João Vítor e a Ana Luisa.

Hoje, graças à nossa mudança de conceito, somos uma família muito feliz.

Paulo e Maria Laura

Amor incondicional

Após vários anos tentando sermos pais, descobrimos que existia apenas uma pequena possibilidade de sermos pais biológicos. No primeiro momento foi uma situação muito triste, pois somos preparados para dar sequência ao ciclo da vida e não percebemos que pode existir outra forma de sermos pais, sem ser pelos métodos normais, mas conversamos e olhamos que existia, sim, outra forma que seria pela adoção. Quando pensamos na adoção esquecemos completamente a possibilidade de fazermos tratamentos, principalmente porque Tânia sempre teve um sonho, ter um filho adotivo e poder ajudá-lo.  A partir do momento que Marcelo soube desse sonho ele o acolheu com muito carinho…

Primeiramente fomos à busca de informação no fórum sobre adoção, já que acreditávamos que Deus havia nos escolhido para uma grande missão. Dia 06/04/07, sexta-feira santa, nos retiramos para falar com Deus e preencher o formulário para candidatarmos à adoção. A caminhada e a espera seria muito grande, pois a gestação tinha sido iniciada, mas não teria tempo para acabar. 

Espera… Uma gestação biológica costuma durar nove meses. A espera dos pais adotivos parece que é uma eternidade. Procuramos esquecer o calendário, passaram-se dois anos e exatamente no dia 06/04/09, coincidentemente também na semana santa, fomos chamados, pois nosso filho havia chegado. É maravilhoso o olhar de Deus, é uma alegria tão grande que por algum momento parecia que estávamos nas nuvens.

Bel, assistente do fórum, foi a pessoa mais significativa neste período de espera, pois ela nos acolheu e nos orientou. Foi também a Bel que nos ligou e nos esclareceu, explicando que o bebê tinha um problema de saúde. Nossa espera até foi menor em relação a outras pretendentes, em virtude de termos colocado no formulário da adoção que aceitaríamos criança com doença tratável. Nosso filho tem um problema chamado Encefalopatia Crônica não Progressiva, paralisia cerebral, que causa um pequeno atraso motor, comprometendo principalmente os movimentos do lado esquerdo, mas não prejudicando muito sua inteligência, a fala e a compreensão. Após entendermos como e o que era, foi nos perguntado se queríamos conhecê-lo, pois até então apenas explicações e leituras de exames e pareceres médicos. Quando ele chegou à sala da assistente social (Bel) não tivemos dúvida, ali estava o nosso filho, tão amado e esperado. Já éramos pais a partir dali, com o grande desafio de tentarmos reduzir ao máximo o atraso dele, pois sabemos que tudo que fizermos hoje será o que no futuro trará mais ou menos dificuldades para ele.

Quando o RENATO começou a fazer parte de nossas vidas foi uma corrida contra o tempo e nós, com muita coragem, abraçamos este bebê porque ele é o NOSSO FILHO, uma benção de Deus e ele sabe da dimensão que é o nosso amor por ele. Graças a Deus e ao esforço de todos, do Renato principalmente, ele deu um salto muito grande, evoluindo e aparentando cada vez menos ter o problema que tem, pois ele tem muita vontade de viver.

Nossa vida que era triste, totalmente pacata, transformou-se em luz, coragem, força e muita determinação em ajudá-lo. No início, ele necessitou de fonoaudiólogo, neuropediatra, terapeuta ocupacional, fisioterapeuta, urologista e ortopedista. Com a maior parte destes profissionais o tratamento será contínuo (talvez para uma grande parte da vida dele) na busca de melhoramento. Acreditamos na melhora plena e total, é uma alegria cada conquista do Renato, ele mesmo vibra ao alcançar um atarefa difícil. Nosso filho é maravilhoso, inteligente e muito amoroso. O Renato deu-nos um novo olhar perante a vida, educar é uma poesia para os olhos dos que a sabem ler, educação infantil é um conto de fadas para os que sabem viver.                                                     

O amor incondicional, seja de pai e mãe para filho, como de filho para pai e mãe (independente de biológico ou por adoção) faz com que tudo possa ser feito e conquistado. Somente podemos agradecer a Deus por ter-nos dado o filho Renato.

Marcelo Pupo, Tânia Pupo e Renato Nepomuceno Pinto Pupo, nosso filho.

Destaque

A verdadeira paternidade e maternidade nasce do desejo de amar e de ser amado. Fundamenta-se na firme decisão em transformar uma criança em filho. E isso independe da origem da filiação, se biológica ou por adoção. O amor entre pais e filhos transcende a consangüinidade e se solidifica no dia-a-dia da convivência familiar, no entrelaçamento dos afetos e dos sonhos. É nesse sentido que cabe dizer que todos os filhos precisam ser adotados por seus pais no cotidiano de suas vidas.

Movidos por este desejo de ser pai e de ser mãe e pela crença na adoção enquanto um caminho para concretizar este desejo, um jovem casal me procurou no Fórum em março de 2005. Já tinham começado a participar do Grupo Gerando Amor e queriam ter um filho, pouco importando a idade, o sexo, a cor ou a condição de saúde da criança.

Cerca de dois meses depois da habilitação para a adoção, eles conheceram sua primeira filha, Camila. Ela tinha um ano e dois meses, sofria de uma doença grave (miocardiopatia dilatada) e o encontro aconteceu na UTI do hospital de Itajaí, onde estava internada. “Foi amor à primeira vista”, dizem eles. Apesar de alertados pelos médicos sobre a situação de saúde da criança, estavam decididos: ela era a filha que desejavam.

A adoção de Camila trouxe muita alegria para toda a família. Ela surpreendia a cada dia com sorrisos, expressões, pequenos progressos e era extremamente afetuosa… parecia querer aproveitar ao máximo o amor e o afeto daqueles pais, feito anjos nesta terra. Ela partiu depois de 35 dias com a nova família, tempo suficiente para experimentar o quanto é bom ter uma família, ser amada, ser para sempre filha no coração de seus pais, seus verdadeiros pais. Fui testemunha da dor vivida por estes pais, pela família e amigos com a morte de Camila. Fui testemunha também do amor infinito, incondicional e gratuito com que se dedicaram à pequena Camila, transformando-a em filha amada. O processo de adoção ainda estava em andamento, mas eles fizeram questão de dar continuidade para assegurar através do ato jurídico o que pelo afeto já era realidade.

Meses depois, Fernando e Lílian me procuraram porque queriam se cadastrar novamente para adoção. Num primeiro momento, fiquei preocupada por ser ainda muito recente a perda de Camila. Mas durante a entrevista, pude perceber que eles tinham clareza de que um segundo filho não viria para ocupar o lugar de Camila em seus corações, pois um filho não substitui o outro. Queriam ser pais novamente, de um outro filho, com outra história, com o seu próprio lugar, pois tinham muito amor para partilhar e sabiam que tinham outras crianças precisando de uma família. Assim como da primeira vez, não fizeram exigências quanto ao perfil da criança.

Não demorou muito e chegou a segunda filha do casal, Maria Eduarda, com um ano e cinco meses. Ela é uma menina linda, meiga e trouxe muita alegria para os seus pais e para toda a família. Eles foram chamados para a adoção na Comarca de São José e conheceram a filha no abrigo daquela cidade, onde viveu desde recém-nascida. Tinha sido preterida por outros casais em função de sua cor. No seu histórico constava que ela tinha saúde frágil e vivia doente. Mas, para surpresa de todos, tem boa saúde desde que chegou. Também desta vez, pude testemunhar a alegria, o brilho nos olhos e o coração aberto com que receberam Maria Eduarda. A adaptação foi fácil, pois ela sempre teve muito carinho e atenção, sendo amada e desejada pelos seus pais. Quanto ao preconceito racial, ainda presente em nossa sociedade, eles tiram de letra. Demonstram segurança, orgulho e felicidade em serem pais de Maria Eduarda. Quando alguém pergunta “quem é essa menina”, eles respondem “é nossa Filha” com a maior naturalidade, com a mesma naturalidade com que conversam com a filha sobre a sua história de adoção e sobre a sua irmã Camila. A participação no Grupo Gerando Amor tem feito parte da vida da família e é para todos nós um momento de encontro.

Eles vivem o amor mais intenso que um pai e uma mãe podem sentir por um filho. É isso que a adoção nos ensina, é isso que Fernando e Lílian e tantos outros pais e mães nos ensinam: que é possível ser pai e mãe sem ser o genitor, que isso não apaga a importância da origem e que é preciso mudar o olhar da sociedade. Todos os filhos, genéticos ou por adoção, precisam ser verdadeiramente reconhecidos, aceitos e amados na condição de filhos. É o amor, e só o amor, que transforma um homem em pai e uma mulher em mãe.

Depoimento: Isabel Fuck Bittencourt
assistente social do Fórum e membro do Grupo Gerando Amor
(Matéria publicada como Destaque no Jornal Evolução de São Bento do Sul – Caderno do Schopping Zipperer, no dia 09 de agosto de 2008)
Foto: STUDIO MARLIZA

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A chegada da nossa filha

Éramos casados há 13 anos e não tínhamos filho por problema de infertilidade. Na verdade não podíamos engravidar, mas podíamos ter filhos de forma diferente. Decidimos, então, ter um filho por adoção. Procuramos a assistente social do Fórum, pois queríamos fazer uma adoção legal. Começamos a participar do Grupo Gerando Amor, onde aprendemos muitas coisas boas. Também participamos de dois encontros de preparação para a chegada do filho, que no nosso caso demorou quase 3 anos. Isso porque optamos por um bebê.

Uma noite, o meu telefone tocou, era uma boa notícia. O meu bebê estava no hospital, mas só iríamos conhecê-lo no outro dia à tarde. Fiquei tão feliz que não sabia se chorava ou se sorria. Meu marido estava trabalhando, então chamei minhas vizinhas e partilhamos juntas daquele momento. Eu fui até a fábrica buscar meu marido para lhe dizer pessoalmente: “você vai ser papai”. Aquela noite demorou muito, um olhava para o outro e imaginávamos como seria nossa filha. Já sentíamos muito amor por nossa filha, mesmo sem conhecê-la. O momento mais lindo foi quando pegamos ela no colo pela primeira vez. Eu já queria trazê-la para casa, mas não podia. Tínhamos que ir até o Fórum para dar entrada no pedido de adoção e pegar o termo de guarda provisório. Quando voltamos ao hospital, no dia seguinte, o médico não estava. Quando chegamos em casa, com a nossa filha, tivemos muitas visitas.

A nossa vida mudou muito, nossa filha Tainá completou nossa felicidade. É uma criança muito querida por todos, gosta de dançar e ouvir músicas. Desde o dia em que Tainá chegou, sempre lhe contamos sua história e dizemos que ela é nossa filha do coração e que nós amamos muito ela. Ela sabe que chegou por adoção, que a mamãe e o papai foram buscá-la no hospital, depois de muita espera e muito desejo.

Sempre que podemos, saímos juntos e participamos dos encontros do Grupo Gerando Amor. Agora temos a certeza de ter um filho e que é para sempre.

(Iolanda, Moacir e Tainá)

CRIANÇAS CONTAM SUAS HISTÓRIAS

Crianças e adolescentes do Grupo Gerando Amor fizeram uma apresentação e contaram suas histórias durante o relançamento da Campanha Faça Legal, em 19 de maio de 2008.

Com sinceridade e amor no coração, elas emocionaram o público de aproximadamente 400 pessoas.

Vítor, no computador, simula uma navegação pela Internet para um trabalho de escola para saber o que as crianças pensam sobre adoção. Fazendo uma busca no Google, ele encontra o Site do Grupo Gerando Amor e as histórias das crianças. Enquanto ele parece ler a história no computador, os filhos por adoção surgem e contam suas histórias, escritas por eles mesmos.

MINHA VIDA E A MINHA FAMÍLIA

Meu nome é Débora. Sou uma menina que já morou com muitas famílias e parentes, bem antes de ser adotada. Nesta época de criança tive vários problemas com os meus pais biológicos, o mal relacionamento atrapalhou um pouco minha vida na educação familiar, escolar e social.

Então, não dando certo com meus pais biológicos, fui morar com a minha avó, tios e tias, mas também não deu certo. Até que o Conselho Tutelar ajudou e eu fui encaminhada para uma família de apoio. Um certo dia eu fui ao Fórum e lá fui adotada por um casal que estava esperando por mim.

Hoje eu tenho uma família e estou muito feliz. Às vezes fico triste porque não gosto de algumas coisas, mas nos perdoamos e ficamos novamente felizes.

Fui adotada já maior

Meu nome é Fabíola e eu vim de Videira. A minha casa era no abrigo. Moravam eu e outras crianças. Cada dia que passava eu pensava em ter uma família ou só uma mãe. Até que chegou o grande dia, eu ia ganhar uma família. Mas, apesar de SER tudo o que eu queria, eu estava com medo. Então, quando conheci meus pais e meu irmão, comecei a chorar e chorei muito… eu fui embora com eles, mas ficava me perguntando: será que eles são legais? Será que vão gostar de mim? Será que eu vou gostar deles?

Eu já tinha ido e saído do abrigo várias vezes. Antes de eu ir para o abrigo da última vez, eu morava com minha avó, meu avô, minha tia e meu pai. Minha mãe eu não sabia nada dela. Meu avô era velhinho e bebia, minha avó era doente e acabou morrendo, meu pai era alcoólatra e usava drogas e minha tia não podia cuidar de mim.

No começo com a nova família foi difícil, mas tudo passa. Teve uma psicóloga muito legal que me ajudou a entender melhor as coisas da vida. Agora sou uma garota de 13 anos e sou muito feliz. Quando eu fui adotada eu tinha 8 anos e 7 meses. Hoje eu tenho uma família e é isso que importa.

Quando eu crescer e ficar adulta quero ser mãe e irei adotar uma criança maior. Sabe, eu percebi que os adultos só querem adotar bebês, só porque eles são forinho… mas eu quero falar a vocês que adotar uma criança maior ou um adolescente também é legal.

Quando eu estava no abrigo eu via os bebês serem adotados e os maiores não. Pensem, quantas crianças maiores e adolescentes estão no abrigo e se não forem adotados não vão ter pai e nem mãe.

Tem alguns pais que não contam aos filhos que eles foram adotados, mas eu me pergunto: por que? a partir do momento que foi adotado é filho e sempre se deve falar a verdade. Para finalizar, eu digo que sinto muita mágoa da minha mãe biológica, mas se não fosse minha mãe biológica eu não teria nascido e não teria essa família maravilhosa que tenho hoje.

Mãe, pai e meu querido irmão: eu amo vocês!

Bem, não é qualquer um que realiza seu sonho, mas eu tive sorte e o meu sonho foi realizado.

Obrigada pela sua atenção. E desejo que todos vocês também realizem seus sonhos, assim como eu.

A MINHA FAMÍLIA


Meu nome é Gabriel. Hoje venho falar sobre a minha familia, poderia dizer que ela é igual aqualquer outra, mas muito mais especial para mim. Ela é formada por quatro pessoas que se amam e se respeitam. Sou filho por adoção e minha irmã tambem, mas temos muito orgulho de viver nesta familia. Agradeço sempre ao pai do céu essa familia que me deu, não sei se mereço, porque sou meio travesso, mesmo assim eles me amam e fazem tudo por mim.
As vezes me ponho a pensar, se eu não tivesse um lar, onde eu estaria? O que seria de mim se não tivesse onde ir, como tantas criaças abandonadas por ai! Assim no meio da noite, quandome bate o medo, tiro meus pais do sossego e vou com eles dormir.
Meus pais me aconselham sobre tudo e me preparando para o mundo, ficam sempre preocupados para nunca chegar atrasado e sempre dar bons exemplos. Ás veses me repreendem para me impor limites porque sabem o que é melhor pra mim. Desde o dia que fui adotado até hoje, sempre me acompanharem em tudo, mostrando sempre seu amor mais profundo.
Como não viria aqui hoje, falar da minha família, razão da minha alegria. Obrigada a voces que me fazem tão feliz. Amo muito voces.

M I N H A H I S T Ó R I A


No dia 3 de dezembro de 1997, às 10 horas, eu nasci no Hospital e Maternidade Sagrada Família de São Bento do Sul. Pesava 2.300kg e media 45 cm. Tenho olhos e cabelos castanhos.
Sou filha por adoção. Papai se chama José Luiz Amâncio e mamãe Maria de Lourdes Amâncio.
- 4 de dezembro fui para casa com mamãe.
Minhas primeiras visitas foram Solange, Bernadete, Jaqueline, Isabel, Vó Nena e tio Pedro.
Os primeiros presentes que ganhei foram: ursinho de pelúcia, roupas, bichinhos de borracha, etc.
O meu primeiro banho foi dado pela vovó paterna.
A primeira papinha foi papai quem me deu.
Com 10 meses comecei engatinhar.
Na festa de um ano, com muitos convidados, mamãe caprichou na decoração.
Aos dois anos ganhei meu primeiro animalzinho de estimação, uma cachorrinha chamada “Tuca”; com 4 anos ganhei outra cadelinha chamada “Pinel” e hoje tenho 2 cãezinhos, uma cadelinha que se chama “Zilú” e outro um mini-cachorrinho chamado “Toddynho”.
Em 05.05.2004 fiz minha Carteira de Identidade.
No meu primeiro registro de nascimento, depois da adoção, meus pais me chamaram de Heloisa Amâncio, sendo que aos 7 anos pedi à minha mãe que gostaria de levar em meu documento o sobrenome de meu avô materno, então através de um processo de Retificação de Registro Civil passei a assinar Heloisa Tadra Amâncio.
Com 5 anos iniciei a pré-escola e aos 6 anos fui transferida para a Escola de Ensino Fundamental onde estou até hoje.
Em Mafra moram meus avós materno, meus tios e primos. Gosto muito de todos os meus parentes, porém, a tia Helena, irmã da minha vó, que reside na localidade de Rio d’Areia me conquistou muito por me ensinar algumas palavras em ucraniano que é a língua de origem de meus avós.