Gerando Amor

Grupo de Estudos e Apoio à Adoção de São Bento do Sul/SC

Arquivo da categoria Depoimentos de filhos

CRIANÇAS CONTAM SUAS HISTÓRIAS

Crianças e adolescentes do Grupo Gerando Amor fizeram uma apresentação e contaram suas histórias durante o relançamento da Campanha Faça Legal, em 19 de maio de 2008.

Com sinceridade e amor no coração, elas emocionaram o público de aproximadamente 400 pessoas.

Vítor, no computador, simula uma navegação pela Internet para um trabalho de escola para saber o que as crianças pensam sobre adoção. Fazendo uma busca no Google, ele encontra o Site do Grupo Gerando Amor e as histórias das crianças. Enquanto ele parece ler a história no computador, os filhos por adoção surgem e contam suas histórias, escritas por eles mesmos.

MINHA VIDA E A MINHA FAMÍLIA

Meu nome é Débora. Sou uma menina que já morou com muitas famílias e parentes, bem antes de ser adotada. Nesta época de criança tive vários problemas com os meus pais biológicos, o mal relacionamento atrapalhou um pouco minha vida na educação familiar, escolar e social.

Então, não dando certo com meus pais biológicos, fui morar com a minha avó, tios e tias, mas também não deu certo. Até que o Conselho Tutelar ajudou e eu fui encaminhada para uma família de apoio. Um certo dia eu fui ao Fórum e lá fui adotada por um casal que estava esperando por mim.

Hoje eu tenho uma família e estou muito feliz. Às vezes fico triste porque não gosto de algumas coisas, mas nos perdoamos e ficamos novamente felizes.

Fui adotada já maior

Meu nome é Fabíola e eu vim de Videira. A minha casa era no abrigo. Moravam eu e outras crianças. Cada dia que passava eu pensava em ter uma família ou só uma mãe. Até que chegou o grande dia, eu ia ganhar uma família. Mas, apesar de SER tudo o que eu queria, eu estava com medo. Então, quando conheci meus pais e meu irmão, comecei a chorar e chorei muito… eu fui embora com eles, mas ficava me perguntando: será que eles são legais? Será que vão gostar de mim? Será que eu vou gostar deles?

Eu já tinha ido e saído do abrigo várias vezes. Antes de eu ir para o abrigo da última vez, eu morava com minha avó, meu avô, minha tia e meu pai. Minha mãe eu não sabia nada dela. Meu avô era velhinho e bebia, minha avó era doente e acabou morrendo, meu pai era alcoólatra e usava drogas e minha tia não podia cuidar de mim.

No começo com a nova família foi difícil, mas tudo passa. Teve uma psicóloga muito legal que me ajudou a entender melhor as coisas da vida. Agora sou uma garota de 13 anos e sou muito feliz. Quando eu fui adotada eu tinha 8 anos e 7 meses. Hoje eu tenho uma família e é isso que importa.

Quando eu crescer e ficar adulta quero ser mãe e irei adotar uma criança maior. Sabe, eu percebi que os adultos só querem adotar bebês, só porque eles são forinho… mas eu quero falar a vocês que adotar uma criança maior ou um adolescente também é legal.

Quando eu estava no abrigo eu via os bebês serem adotados e os maiores não. Pensem, quantas crianças maiores e adolescentes estão no abrigo e se não forem adotados não vão ter pai e nem mãe.

Tem alguns pais que não contam aos filhos que eles foram adotados, mas eu me pergunto: por que? a partir do momento que foi adotado é filho e sempre se deve falar a verdade. Para finalizar, eu digo que sinto muita mágoa da minha mãe biológica, mas se não fosse minha mãe biológica eu não teria nascido e não teria essa família maravilhosa que tenho hoje.

Mãe, pai e meu querido irmão: eu amo vocês!

Bem, não é qualquer um que realiza seu sonho, mas eu tive sorte e o meu sonho foi realizado.

Obrigada pela sua atenção. E desejo que todos vocês também realizem seus sonhos, assim como eu.

A MINHA FAMÍLIA


Meu nome é Gabriel. Hoje venho falar sobre a minha familia, poderia dizer que ela é igual aqualquer outra, mas muito mais especial para mim. Ela é formada por quatro pessoas que se amam e se respeitam. Sou filho por adoção e minha irmã tambem, mas temos muito orgulho de viver nesta familia. Agradeço sempre ao pai do céu essa familia que me deu, não sei se mereço, porque sou meio travesso, mesmo assim eles me amam e fazem tudo por mim.
As vezes me ponho a pensar, se eu não tivesse um lar, onde eu estaria? O que seria de mim se não tivesse onde ir, como tantas criaças abandonadas por ai! Assim no meio da noite, quandome bate o medo, tiro meus pais do sossego e vou com eles dormir.
Meus pais me aconselham sobre tudo e me preparando para o mundo, ficam sempre preocupados para nunca chegar atrasado e sempre dar bons exemplos. Ás veses me repreendem para me impor limites porque sabem o que é melhor pra mim. Desde o dia que fui adotado até hoje, sempre me acompanharem em tudo, mostrando sempre seu amor mais profundo.
Como não viria aqui hoje, falar da minha família, razão da minha alegria. Obrigada a voces que me fazem tão feliz. Amo muito voces.

M I N H A H I S T Ó R I A


No dia 3 de dezembro de 1997, às 10 horas, eu nasci no Hospital e Maternidade Sagrada Família de São Bento do Sul. Pesava 2.300kg e media 45 cm. Tenho olhos e cabelos castanhos.
Sou filha por adoção. Papai se chama José Luiz Amâncio e mamãe Maria de Lourdes Amâncio.
- 4 de dezembro fui para casa com mamãe.
Minhas primeiras visitas foram Solange, Bernadete, Jaqueline, Isabel, Vó Nena e tio Pedro.
Os primeiros presentes que ganhei foram: ursinho de pelúcia, roupas, bichinhos de borracha, etc.
O meu primeiro banho foi dado pela vovó paterna.
A primeira papinha foi papai quem me deu.
Com 10 meses comecei engatinhar.
Na festa de um ano, com muitos convidados, mamãe caprichou na decoração.
Aos dois anos ganhei meu primeiro animalzinho de estimação, uma cachorrinha chamada “Tuca”; com 4 anos ganhei outra cadelinha chamada “Pinel” e hoje tenho 2 cãezinhos, uma cadelinha que se chama “Zilú” e outro um mini-cachorrinho chamado “Toddynho”.
Em 05.05.2004 fiz minha Carteira de Identidade.
No meu primeiro registro de nascimento, depois da adoção, meus pais me chamaram de Heloisa Amâncio, sendo que aos 7 anos pedi à minha mãe que gostaria de levar em meu documento o sobrenome de meu avô materno, então através de um processo de Retificação de Registro Civil passei a assinar Heloisa Tadra Amâncio.
Com 5 anos iniciei a pré-escola e aos 6 anos fui transferida para a Escola de Ensino Fundamental onde estou até hoje.
Em Mafra moram meus avós materno, meus tios e primos. Gosto muito de todos os meus parentes, porém, a tia Helena, irmã da minha vó, que reside na localidade de Rio d’Areia me conquistou muito por me ensinar algumas palavras em ucraniano que é a língua de origem de meus avós.